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O desenvolvimento da criança de 3 a 5 anos.

Crescer é desenvolver-se?

       Nesta época de matrículas, o contato com pais ou responsáveis é intenso e algumas perguntas sobre as crianças são recorrentes sobre o desenvolvimento intelectual, da linguagem, psicossexual e da motricidade. Seguem algumas considerações sobre o desenvolvimento da criança de 3 a 5 anos, levando em conta que quando nos propomos a observar uma criança, além das expectativas de êxitos generalizados, é necessário pensar nas possibilidades que são dadas a cada criança dentro do seu tempo assimilativo, antes de chegar a alguma conclusão diagnóstica. A possibilidade de desenvolver seu potencial é em tempo real altamente diferente para cada criança.

       No aspecto intelectual, entre 2 e 7 anos, o pensamento pré-conceitual indica o final do período sensório-motor, segundo Piaget. Inicia a passagem do plano de ação para o da representação, por meio da memória de imagens e palavras. A representação torna-se possível graças à memória da imagem. O pensamento característico desse momento é marcado pela atividade simbólica. É um pensamento egocêntrico, que tende a fortalecer seu próprio sentimento. Aos 5 anos a criança demonstra uma notável memória para os acontecimentos passados. Pode acumular pensamentos da mesma forma que acumula coisas. Mediante perguntas, constrói um impressionante acervo de informações. Vive um mundo do aqui e agora e seu principal interesse no mundo limita-se às suas próprias experiências imediatas. Talvez não pareça tão independente como antes, porém tem maior consciência da relação de seus atos com as pessoas e com o mundo que o rodeia. Apresenta timidez ao aproximar-se dos demais que não seja do seu convívio diário.

       Sobre a linguagem nesse período deve-se fazer uma distinção entre a linguagem egocêntrica e a linguagem “social”. A linguagem egocêntrica não está destinada aos demais e isso ocorre porque a criança não considera a capacidade de compreensão do outro. Não tende a estabelecer verdades mas sim satisfazer seus desejos. Aos poucos, com o desenvolvimento, se sociabilizará. Aos 3 anos iniciará a idade da explosão do vocabulário e a avalanche de perguntas a seus pais. Indica a expressão do egocentrismo por excelência e utiliza em muitas frases “eu” e “meu” (antes chamava-se a si mesmo pelo nome ou por nenê, bebê, ...), tende a acreditar ser o centro do mundo. O desenvolvimento da linguagem varia bastante de uma criança para outra, não tanto quanto à ordem de aquisição dos usos gramaticais mas quanto à sua velocidade. Isso acontece em função da interação com o meio ambiente. Aos 4 anos a linguagem é mais literal e concreta, e ainda por cima animista e de inocência cultural. Aos 5 anos as respostas são mais adequadas às perguntas. Manifesta o verdadeiro desejo de saber. Suas perguntas revelam interesse pelos mecanismos práticos do Universo. É pragmático. Suas definições são feitas em função utilitária. Em essência, a linguagem já está completa em estrutura e forma e utiliza todas as classes de orações.

       No desenvolvimento psicossexual, no período que abrange dos 3 aos 5 anos, implica um momento de grandes mudanças e transformações, é nessa fase que ocorre a passagem da fase anal para a fálica, segundo a teoria psicanalítica. O interesse é centrado na zona genital. Do ponto de vista emocional e cognitivo, a criança é consciente das diferenças sexuais. Surgem comentários sobre o assunto e levantam teorias em torno das diferenças, baseadas na existência ou não do pênis. À medida que essas comprovações levam à busca de contatos e principalmente à observação direta, o sentido de proibido torna-se mais excitante e ao mesmo tempo mais ameaçador. A curiosidade vai muito mais longe quando envolve o desejo de saber de onde vem os bebês. As crianças são profundas nas suas próprias teorias, baseadas em fantasia e formas de pensamentos que lhe são características, por mais que um adulto tenha lhe dado a informação sobre a gravidez e a gestação. Os 3 anos marcam um momento fundamental na evolução psicossexual, é a “fase de Édipo”. A criança descobre sua solidão frente ao casal formado por seus pais, passa de uma relação de dois (ele e sua mãe) a uma relação triangular (pai-mãe-criança); frente a essa situação busca ocupar um lugar, impor-se. Busca o afeto do progenitor do sexo oposto e a recusar o do mesmo sexo. Seu comportamento muda, torna-se agressivo com os pais. A identificação com estes torna-se um papel importante. Para o menino, o afastamento de sua mãe está associado a um desejo de se parecer com o pai. Para a menina, o afastamento de seu pai se associa ao desejo de se parecer com a sua mãe. Tentará adotar sua voz, seus gestos, sua maneira de comportar-se, brincará com bonecas. Aos 5 anos seu interesse sexual, se limita principalmente ao recém-nascido, ao nascimento das crianças. Raramente demonstra interesse em saber qual é a origem inicial. Demonstra mais pudor, em especial com respeito a mostrar seu corpo a estranhos. Possivelmente não pareça tão independente como antes, porém tem maior consciência da relação de seus atos com as pessoas e com o mundo que o rodeia.

       Sobre a motricidade nesse período, o domínio motor permite brincadeiras solitárias ou coletivas, onde a atividade muscular é fonte importante de prazer. O desenvolvimento motor está tão potencialmente preparado que por menos estimulado que seja, os progressos podem ser evidentes. A idade dos 3 anos é um importante momento no desenvolvimento motor. O equilíbrio alcança seu ápice. Controla o esfíncter anal e vesical. Aos 4 anos o equilíbrio do corpo lhe permite excelentes resultados. Aos 5 anos sua economia de movimentos é notória, em contraste com a expansividade dos 4 anos.

Texto adaptado: Professora Maria Elizete Serra Alves

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